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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Um amor contido



O que os mistérios intangíveis do amor podem revelar?
Meu coração disperso e vazio
Bate forte por você...
Que não me vê
Ou será que vê? 

A resposta plaina no vento
Vou vivendo minha paixão e tormento
De saber que minha insegurança
Retém-me de fazer mais 

Quero acariciar o teu rosto
Satisfazer o teu gosto
Admirar-te como a mais bela musa
E escutar aquela música
Que a muito não se ouve

Quero sua vida junto a minha 
 Quero viver aquele dia
Que sonhei estar ao seu lado
Sem estar preocupado
De viver no mundo sem ti

As flores cintilam teu cheiro
O mar traduz a tua fala
Seu rosto está gravado
No coração de um poeta medroso

Minha linda rosa
Seu desabrocho
Encanta os loucos e sábios
E incomoda multidões apáticas

De longe te observo
Tão bela e serena
Eu escondido atrás de mim
Perdendo dias que não voltam

6 comentários:

  1. Era a poesia dela, não é?
    Ainda não acredito
    Ainda não sei
    Por que você desistiu...
    Há um pouco de covardia em toda escrita
    Você com um amor contido. Eu, Azul.
    Qual o sentido de se esconder no meio das sílabas?
    Por que não podemos viver além...
    Além de uma vida escrita?
    Falar o que pensa, sentir sem ter vergonha.
    Dizer a vida que queremos
    Viver...

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    Respostas
    1. Sim...
      Talvez uns sejam fadados a serem ocultos, fadados a viver na obscuridão da vida. Como diz Tim Maia na canção azul da cor do mar: "E na vida a gente tem que entender que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri"
      E os que sofrem tendem procurar um ideal que o caminhe para longe da tristeza e o que o faça esquecer-se de sua vida sedenta. Viver na realidade é complexo demais e poucos querem entender os solitários ou "estranhos"...
      Hoje não vivemos apenas existimos nesse mundo, pois temos que seguir um padrão definido e comum a todos, uma felicidade comum, um amor comum, uma vida comum.
      Essa realidade, essa sociedade vigente exclui todo aquele que quer destoar de tudo isso, que não encontra sentido nessa materialidade, a ficção o ato de escrever, o ato de produzir uma arte é o que dignifica aquele que sofre e tem o “desejo sincero de mudar o mundo.”
      Mas nenhum sofrimento é eterno, nenhum medo é impossível de ser superado, acredito que os erros, que a duvidas, que as mazelas serão combustíveis para mudanças, que eu sei que irão ocorrer e que eu acredito e, pretendo dedicar minha vida a concretizá-las.
      Acredito também que ainda viveremos dias que poderemos viver e ser o que quisermos, sem precisar dar explicações a ninguém, e sem se importar com o moralismo ou achismo dos outros...
      Mas confesso que estou triste, por ser tão covarde e me ocultar na missão de servir de luz para as outras pessoas.
      Isso tudo pode ser resumido nisso:
      “A ficção é a fuga da dura realidade e do medo, é o ópio dos corações partidos”

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  2. Hipócrita!
    Aquele que está nesta Roda Viva,
    Sem nem mesmo perceber,
    Ainda é melhor do que alguém que pode ver e ignora.
    Esqueceu dos seus versos de luta?
    Ou apenas os inventou para chamar a atenção de outros
    Miseráveis?

    Revoluções não acontecem em primeiro de janeiro.
    Dietas não começam na segunda.
    Vícios não somem no início do mês.
    Uma declaração não se faz ao som de uma valsa.

    Revoluções começam em maio.
    Dietas, nas quintas-feiras.
    O vício acaba no meio da garrafa.
    Declarações...
    São feitas cruas, sem sal, nem tempero.

    Se não fizer agora, jamais fará.
    E aí, vai pular da cachoeira ou não?

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    Respostas
    1. Lembra do diário de um revolucionário? Ele é uma alternância entre medo e a coragem; Ele fala sobre o amor, mas por dentro ele sofre... O revolucionário é contido e seu maior desafio é superar esta sua realidade. Mas ele não vai se conformar, um dia supera essa sua covardia, pode ser hoje, pode ser amanhã, mas ele vai se lançar para a cahoeira.

      Estou gostando do consultório psicológico online!

      “Eu não sou eu apenas existo
      Peço que deixem-me livre para voar”

      http://poesiaeutopia.blogspot.com.br/2014/02/diario-de-um-revolucionario.html

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  3. "Há tempos eu vivia em uma bolha e assim me conformei
    Mas hoje eu luto por essa bolha transpassar
    Luto para novos mundos poder conquistar..."

    Esqueceu o final da estrofe?
    Ainda tens coragem de escrever "um dia"?

    Por que você acha que é tão difícil um viciado se recuperar?
    Pois ele não sabe da sua condição,
    Se acha saudável e continua a viver.
    Viver de forma decrépita, eu diria!

    Ainda não percebeu?
    Está viciado na covardia!
    Ela te conforta enquanto te consome.
    Você pode até pensar que é um mutualismo.
    Mas o medo é apenas um parasita.

    Livre-se dele,
    Antes que você vire um velho arrependido e solitário.
    Pois o tempo, meu amigo,
    É traiçoeiro.

    Afinal, vai viver de esperanças ou de lutas?

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  4. Haha, ela te deu um fora XD
    Mas foi uma boa tentativa! :-)

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Viva as palavras, enriqueça por elas, as enriqueça, mas...
"Por favor não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas um blogueiro!!"

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