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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O estrangeiro I




No alto de uma montanha
Ele habita infeliz
Arrastando sua perna morta
Grita ao acaso:
"Por que os astros
Não me escolheram como o tal?"

Diante as patéticas faces
Seu ímpeto grito desfalece
As sombras ele caminha
Com a forte sensação de tristeza

A dor lhe corrói por dentro
Mas já calejados estão seus ouvidos
De ouvir abestados
Que muito falam e pouco escutam

Suas mãos marcadas
Sem digitais e formas
Almejam um novo futuro
Não ali, mas agora

"Todo mundo tem um par
Eu apenas histórias pra contar"


Cordas vocais inflamadas
A voz entoando rouquidão
Nada do que diz é o que pensa
Palavras não podem definir o ser

Roubaram a sua luz
E ainda cobram a sua falta
Sozinho com suas angustias
Tristezas se conjugam em glórias

Nada mais vai impedi-lo
Nada mais pode detê-lo
A face sombria emite desprezo
O coração maltratado desespero

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"Por favor não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas um blogueiro!!"

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