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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Jovem filósofo I





O jovem filósofo
Percorre as montanhas
Tombando em tristeza
E sonhando com um novo mundo

Do morro ele grita:
“Mãe, eu tenho uma teoria
Mas não sei se será aceita
Pelos donos da verdade”

Ele quer escrever livros
Mas os dias não rendem
As distrações corriqueiras
O juvenil se rende

Morre de amores
Pela bela Dolores
Jovem mulata, fina e feliz

O jovem filósofo
Sofre overdoses de solidão
Em doses de seringa
Aplicadas em sua corrente sanguínea
E corre em suas veias

Não deixe sua áurea morrer
Vitalício sonhador
Ó grande questionador
Por abonança o futuro te espera

É difícil continuar
Mas deixe a sua lágrima rolar
Destrua as pressupostas verdades
Dos gênios catedráticos
Dos fiéis embriagados
Dos filósofos prepotentes
E dos dias sem poentes

Corra a luz que te chama
Livre-se desta lama
Não deixe seus dias parados
E sua angústia silenciada


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