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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A independência moral





Eu morri no dia 07 de setembro
No dia em que me impediram de criar
Foi quando disseram
Que nada é subjetivo

Existem pessoas que vivem na terra
Na esperança de um céu
Sem saber que o céu
Depende da terra
Sem saber que a fé
Não é nada sem ação

Vejo pessoas gritando ao vento
Pois as rajadas marcaram sua face
Iludidas e crentes que poderiam
Fazer tudo diferente

Os dias nas cidades são tão comuns
Faces vazias marcadas pelo medo de sonhar
Suas dúvidas que são mascaradas
São verdades esquecidas, contidas

Um dia a verdade será revelada
E ela se mostrará contraditória
Os que não aceitaram ouvi-la
Se surpreenderão 

Vocês que controlam meu pensar
Vocês que não me deixam sonhar
Deixem-me livre por aqui
Vou buscar minha independência
Com minha juventude e inocência
 

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