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sábado, 15 de novembro de 2014

A Idade Fria




No jardim vasto e colorido
Beija flores passam e já vão
E quando as flores já estão murchas
Gritam coros de solidão

Faces que vejo todos os dias
Passaram por mim e nada deixaram
Em meu caminho incerto
Descobri que estou deserto

Sem contar com aqueles que amava
Sem saber o que é o amor
Sem o abraço de aconchego
Caio em mim sem vida

E a história se repete
Como no livro de uma cigana
Os mesmos que levantam
Os mesmos que sustentam
Os mesmos que continuam
A levar os dias...

Hoje é um dia triste
Hoje é um dia frio
A lua não apareceu no céu
O meu amor não apareceu por aqui

2 comentários:

  1. Boa tarde, Josué.
    Interessante poema.
    A solidão faz com que nossos dias sejam tão infelizes, sem cor e vida, mas tudo tem um momento exato para passar, até ela.
    Não nos deixemos viver nesse amargor, tem uma hora que devemos dar um basta e seguirmos em frente.
    Os amores, dependendo da situação, não merecem mais uma lágrima ou tristeza nossa.
    Tenha uma excelente semana de paz.

    Tentei seguir seu blog, mas ele não está aberto aos seguidores, a não ser pelo Google+, não é?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário, sua colaboração enriquece o sentido desse poema, palavras e emoções só têm valor com a subjetividade.

      A solidão e o vazio são sentimentos que regem a nossa sociedade atual. A percepção desses sentimentos é presságio para um novo pensamento...

      Cabe a nós observadores lutar por um mundo mais vivo e color...

      Sobre a pergunta, o blog une os dois serviços google plus e o blogger, ao me circular no G+ automaticamente receberá as últimas postagens desse site.

      Muito obrigado e espero mais colaborações!

      Excluir

Viva as palavras, enriqueça por elas, as enriqueça, mas...
"Por favor não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas um blogueiro!!"

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