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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Menina Deísta

 

"Dizem que a religião prega o amor, mas tudo o que eu vejo são guerras, desentendimentos em geral, separação social, hipocrisia e roubo de bens. "  Laís - Em relação ao blog


Eu amo a sua filha
Mas não amo a sua casa
Não quero viver só
Quero a sua filha
Não quero a sua casa

Por que é tão difícil entender?
Não sou insensível
Simplesmente mudei meu pensar
Nasci com olhos fechados
E abri aos dezesseis

A casa não diz o que a filha quer
As casas abusam de sua autoridade
Regras e cobranças
Suas filhas anarquistas não suportam

Há tantas casas, há tantas filhas
Cada filha com seu pensamento
Cada casa com suas intrigas
 A filha alegre percorre as montanhas
Triste com esse conservadorismo e histórias

Oh grande luz da salvação
Habitas em meu coração
Mas a casa diz
Que só posso segui-la por ela
 Vejo a luz ofuscada nas edificações
Dessas capelas

Eu amo sua filha
Vou encontrá-la
Longe de sua casa
Com a luz das estrelas
Acariciando nossas faces
E um amor a dois sem vigilância

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Jovem filósofo I





O jovem filósofo
Percorre as montanhas
Tombando em tristeza
E sonhando com um novo mundo

Do morro ele grita:
“Mãe, eu tenho uma teoria
Mas não sei se será aceita
Pelos donos da verdade”

Ele quer escrever livros
Mas os dias não rendem
As distrações corriqueiras
O juvenil se rende

Morre de amores
Pela bela Dolores
Jovem mulata, fina e feliz

O jovem filósofo
Sofre overdoses de solidão
Em doses de seringa
Aplicadas em sua corrente sanguínea
E corre em suas veias

Não deixe sua áurea morrer
Vitalício sonhador
Ó grande questionador
Por abonança o futuro te espera

É difícil continuar
Mas deixe a sua lágrima rolar
Destrua as pressupostas verdades
Dos gênios catedráticos
Dos fiéis embriagados
Dos filósofos prepotentes
E dos dias sem poentes

Corra a luz que te chama
Livre-se desta lama
Não deixe seus dias parados
E sua angústia silenciada


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A independência moral





Eu morri no dia 07 de setembro
No dia em que me impediram de criar
Foi quando disseram
Que nada é subjetivo

Existem pessoas que vivem na terra
Na esperança de um céu
Sem saber que o céu
Depende da terra
Sem saber que a fé
Não é nada sem ação

Vejo pessoas gritando ao vento
Pois as rajadas marcaram sua face
Iludidas e crentes que poderiam
Fazer tudo diferente

Os dias nas cidades são tão comuns
Faces vazias marcadas pelo medo de sonhar
Suas dúvidas que são mascaradas
São verdades esquecidas, contidas

Um dia a verdade será revelada
E ela se mostrará contraditória
Os que não aceitaram ouvi-la
Se surpreenderão 

Vocês que controlam meu pensar
Vocês que não me deixam sonhar
Deixem-me livre por aqui
Vou buscar minha independência
Com minha juventude e inocência
 

sábado, 15 de novembro de 2014

A Idade Fria




No jardim vasto e colorido
Beija flores passam e já vão
E quando as flores já estão murchas
Gritam coros de solidão

Faces que vejo todos os dias
Passaram por mim e nada deixaram
Em meu caminho incerto
Descobri que estou deserto

Sem contar com aqueles que amava
Sem saber o que é o amor
Sem o abraço de aconchego
Caio em mim sem vida

E a história se repete
Como no livro de uma cigana
Os mesmos que levantam
Os mesmos que sustentam
Os mesmos que continuam
A levar os dias...

Hoje é um dia triste
Hoje é um dia frio
A lua não apareceu no céu
O meu amor não apareceu por aqui
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