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segunda-feira, 16 de março de 2015

O nosso teto é o relento



Nunca pedi nada nessa vida
Eu só não queria sofrer
Tudo o que eu faço nessa lida
É tentar sobreviver

As calçadas da existência
São os meus campos de batalha
Vivo entre os homens e seus prédios
Que estão tão altos e não sabem olhar a baixo

Os ratos dos palácios luxuosos
Comem todos os queijos de nós
E eu, sou um, como outros sem lar
Como tantos nesse país

As chuvas que nos molham sem parar
Escondem os motivos que temos para chorar

Os destruidores da natureza
Não sabem acolher os seus filhos
Um sistema que é fadado ao sucesso
É o fracasso daqueles que o oprimem

É um fenômeno sinistro
Que correm aos bairros frios
Assim como os cômodos vazios
Eternamente sem abrigar ninguém

E o final dessa história é a continua opressão
Nada do que é dito na televisão
Eu estou sozinho vagando sem lar
E ninguém para me encontrar

2 comentários:

Viva as palavras, enriqueça por elas, as enriqueça, mas...
"Por favor não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas um blogueiro!!"

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