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terça-feira, 3 de março de 2015

Morro do Bumba



O ar rarefeito não me deixa respirar
Barro e escombros contraem meu peito
Sou um oculto encoberto de pouco respeito
Sem voz e sem força para gritar socorro

Meu coração arde
A desistência toma conta de mim
Pois bem este é o meu fim

Na solidão da tragédia, do descaso
Meus sonhos desmancham como papel
Com a insignificância falta de saber

Desafiei a natureza, sem conhecer sua fúria
Fui expulso das grandes cidades
E obrigado a viver aqui
Onde a ira caiu sobre mim

E no fruto da maldade dos criadores de limites
Cai por terra, soterrado com os meus bens
Vi quem amava perecer aos meus olhos
E a minha dor publicada nos jornais

Sou sobrevivente da tragédia natural
Instrumento daqueles sedentos por fama
Símbolo de nossa limitada organização
Mais um esquecido do meu país

Nós somos o morro do bumba
A miséria da Ruanda
O fim da estrada infinita
O descaso do Brasil


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Eu sou apenas um blogueiro!!"

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