O ar rarefeito não me deixa respirar
Barro e escombros contraem meu peito
Sou um oculto encoberto de pouco respeito
Sem voz e sem força para gritar socorro
Meu coração arde
A desistência toma conta de mim
Pois bem este é o meu fim
Na solidão da tragédia, do descaso
Meus sonhos desmancham como papel
Com a insignificância falta de saber
Desafiei a natureza, sem conhecer sua fúria
Fui expulso das grandes cidades
E obrigado a viver aqui
Onde a ira caiu sobre mim
E no fruto da maldade dos criadores de limites
Cai por terra, soterrado com os meus bens
Vi quem amava perecer aos meus olhos
E a minha dor publicada nos jornais
Sou sobrevivente da tragédia natural
Instrumento daqueles sedentos por fama
Símbolo de nossa limitada organização
Mais um esquecido do meu país
Nós somos o morro do bumba
A miséria da Ruanda
O fim da estrada infinita
O descaso do Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Viva as palavras, enriqueça por elas, as enriqueça, mas...
"Por favor não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas um blogueiro!!"