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sábado, 27 de dezembro de 2014

Dança dos burgueses





Direita aproveitadora
Disseminadora de loucuras
Racista e elitista
Burgueses com bíblia na mão

Padres amalucados
Pastores alucinados
Empresários e seus cheques
Compram o destino do povão

Essa é a dança dos burgueses
Pra frente e pra trás
Prum lado e pro outro
Esquerda e direita tanto faz

Estudantes politizados
Playboys dogmáticos
Esquerda autoritária
Promessas vazias

Pseudo-revolucionários
Burguesia guerrilheira
Ideologia acima da nação
Uma marcha sem noção

E a dança dos burgueses continua
E o povo não sabe onde pula
A luta por um progresso só
Ou uma servidão cristã

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Philae


Philae abra suas asas sobre nós
Do rabo de uma estrela
Philae te acompanhamos
Na trajetória espacial

Um passo para um novo mundo
O velho descaso e a solidão
Philae que voa pelo espaço
Decifra enigmas alienígenas

Mas Philae, o parasita do cometa
Não enxerga a criança faminta
Não enxerga o velho que grita
Não enxerga o futuro sombrio

E o seu rastro dominador
Congestiona o espaço sideral
Sua luz induz a um novo milênio
Onde tudo será como antes

Oh seres do universo
Guiem-nos com sua sabedoria
Não deixe que a cultura da morte
Se reproduza por aí

Você que não voa e não vê
É mais um que assiste
A massa dominadora
Contando vitórias e glórias

E o povo que sofre
Continua solitário
Essa é nossa sociedade moderna
Vazia e autoritária
 Mãe de nosso mascote exemplar

Philae sua vida é pequena
Assim como a nossa bondade
Pois os monstros da cidade
Utilizam de seu talento e oportunidade
Apenas para si e não para o outro

Milhões morrem de fome
Quatro bilhões voam pelo ar 
De que vale a evolução tecnológica
Se o mundo continua desumano?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um Adeus após um desencontro



Pulsos rompidos
Olhares cansados
No chão o seu retrato
Me dizendo adeus

Pensamentos confusos
Sem metas, sem futuro
Vivo de sentimentos
Vivo de me ferir pelo mundo

Vozes perdidas
Em minha memória
Os sons me lembram
Dias que nunca existiram

Lembro do seu beijo
Dentro do meu sonho
Vejo seu corpo ao meu
Em um dia que nunca aconteceu

Tolos infames
Ao meu lado riem
E o meu contrito coração
Desfalece em minha mão

Eu te procuro
Mas te encontro longe
Cara metade
Não existe na realidade

Prego aos astros
Por que a solidão me assombra?
Em pequenos atos
Caminho na tempestade da vida

O sopro de luz
Se dissipa nas trevas
A carniceira solidão
A mim espera

Caminho sem vida
Rumo ao meu luar
Esquecendo dias
Que queria terminar

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma parada nas atividades para lembrar tudo o que foi bom e importante para o surgimento desse blog...

"Uma prosa com café é boa, mas diálogos psicodélicos são melhores"

E assim acaba o primeiro capitulo de nossas vidas:

Vou sentir falta de nossos travamentos filosóficos por coisas corriqueiras;
Vou sentir falta de nossos debates;
Vou sentir falta do pessimismo sem limites;
Vou sentir falta de criar projetos e nada fazer;
Vou sentir falta das confissões, dos conselhos, dos medos e tudo mais;
Vou sentir falta dos sonhos impossíveis, das crônicas e das poesias analisadas, dos capítulos criados e editados;
Vou sentir falta de nossas loucuras;
Mas, acima de tudo vou sentir falta de sua companhia, grande companheiro e amigo;
Espero te encontrar por ai algum dia
Seja sempre o mesmo sonhador e revolucionário...

E assim termina vamos conhecer novos amigos, quem sabe novos amores? Mas a sua amizade vai ficar marcada...

Termina a escola e agora é hora de tentar destruir toda a monotonia e tédio que está no ar, vamos agora correr por ai e mostrar todo o nosso potencial, balançar esse mundo, porque é preciso dizer que estamos chegando...

É isso ai precisava escrever tudo isso, "Você mora em meu coração Thiago s2 hahaha"!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O estrangeiro I




No alto de uma montanha
Ele habita infeliz
Arrastando sua perna morta
Grita ao acaso:
"Por que os astros
Não me escolheram como o tal?"

Diante as patéticas faces
Seu ímpeto grito desfalece
As sombras ele caminha
Com a forte sensação de tristeza

A dor lhe corrói por dentro
Mas já calejados estão seus ouvidos
De ouvir abestados
Que muito falam e pouco escutam

Suas mãos marcadas
Sem digitais e formas
Almejam um novo futuro
Não ali, mas agora

"Todo mundo tem um par
Eu apenas histórias pra contar"


Cordas vocais inflamadas
A voz entoando rouquidão
Nada do que diz é o que pensa
Palavras não podem definir o ser

Roubaram a sua luz
E ainda cobram a sua falta
Sozinho com suas angustias
Tristezas se conjugam em glórias

Nada mais vai impedi-lo
Nada mais pode detê-lo
A face sombria emite desprezo
O coração maltratado desespero

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Um amor contido



O que os mistérios intangíveis do amor podem revelar?
Meu coração disperso e vazio
Bate forte por você...
Que não me vê
Ou será que vê? 

A resposta plaina no vento
Vou vivendo minha paixão e tormento
De saber que minha insegurança
Retém-me de fazer mais 

Quero acariciar o teu rosto
Satisfazer o teu gosto
Admirar-te como a mais bela musa
E escutar aquela música
Que a muito não se ouve

Quero sua vida junto a minha 
 Quero viver aquele dia
Que sonhei estar ao seu lado
Sem estar preocupado
De viver no mundo sem ti

As flores cintilam teu cheiro
O mar traduz a tua fala
Seu rosto está gravado
No coração de um poeta medroso

Minha linda rosa
Seu desabrocho
Encanta os loucos e sábios
E incomoda multidões apáticas

De longe te observo
Tão bela e serena
Eu escondido atrás de mim
Perdendo dias que não voltam

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A Grande ciranda Baiana





Não brinque com um garoto
Que tem 32 dólares na carteira
Ele pode ser seu amigo fiel
Mas ele não é o arcanjo Gabriel

Ele pode comprar
Uma balinha no super mercado
(Não pode não)
(Não pode não)

Mas ele pode comprar vidas
Mutilação de órgãos, prostituição
Trabalho escravo, o suor do peão
Vida intensa lá no sertão

Vidas valem mais que balinhas
Oh, oh Vidas valem mais que balinhas
Infelizmente a realidade é essa minha amiga

Eu masco chiclete, você bebe café
Eu fico sentado e você em pé
Porque somos tão contraditórios?

Viver é deixar de sonhar
E sonhar é deixar de viver
Trabalhar é deixar de criar
A dignidade é inimiga dos homens

Esse é o grande paradoxo do universo
Somos pedaços de um cosmo
Uns irracionais e outros incompletos

Poeiras estelares
Deuses não exemplares
E dentro de seus lares
Comem pipoca e assistem TV

Uns proféticos sem nexo
Dizem bobagem demais
A vida parece sem direção
E nós parecemos um bando sem noção
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