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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Sol



Essa velha mania de não querer magoar
Faz-me tão distante de mim
Quero todos bem, com sorrisos nos rostos
Mas no alto da madrugada
Sinto-me solitário e sem vida

Não quero ser um retrato bonito
Atado num quarto escuro
Não quero ser o que diz
Besteiras engraçadas
Não quero ser mais um

Somos universos psicodélicos
Sem cor, sem luz e sem sal

Eu sou alguém por alguém
E ninguém por mim
Não sou mais humano
Sou um anjo triste que clama por paz

Não confunda o meu amor por paixão
Sou aquele que busca te ver bem
Mas não o ama do modo que pensas

Oh estou triste
Mas não disseram que os bons não choram?
Talvez eu não seja bom
Talvez queira apenas glórias

Em espaços paralelos eu sou feliz
Em dias utópicos
Tenho-te junto a mim

Sou alguém sem ninguém
Sou alguém por todos
Sou completo com você
E triste sem te ter

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Coragem

 “Tenho forças pra lutar

                                 Mas não tenho espírito pra continuar...”







 Um jovem guerreiro revolucionário de um mundo ilusório era conhecido por esbravejar sua luta contra o opressor Império de Canastra, ele dizia ao povo com toda a sua valentia que suas humildes tropas seriam capazes de derrubar a maravilhosa nobreza daquele reino bastava à união da plebe para realizar aquilo. 

 Em poucos dias tudo estaria resolvido e um novo reino seria estabelecido, construído e idealizado agora para os oprimidos.

 Entretanto, o jovem sofria oposição de uma insignificante tropa que a pouco tempo atrás era seu aliado, mas o guerreiro se separou deles quando sabia de suas posições conservadoras e hegemônicas.

 No entanto, mesmo separado ele ainda possuía um afeto por aquela insignificante na qual ele já fez parte, sua revolução só terá início com a destruição deste seu miserável inimigo, mas ele teme detê-lo, pobre guerreiro não teme altos inimigos, mas teme indignos faladores.


 Não pode continuar enquanto não destruí-lo, porém o medo é grande e a incerteza de um futuro é maior, ele preparou suas armas, mas não preparou a si mesmo para lutar...

domingo, 19 de outubro de 2014

Carta Convocatória



Vindo do oculto
Eu sou a morte
Perdido aos outros
Tentando encontrar
Alguém que compactue
Com as minhas verdades


Sonhei com um mundo feliz
Livre da estupidez
Sonhei só isso que fiz
E apeguei-me a solidão

Sou um ogro em meio
Aos normais


Os valores de nossa vida
Foram negligenciados
Aprende na infância
Um modo de não a viver


Todos programados
Por uma vida normal
Com olhos fechados
E cabeça sem pensar


"Sou o rei estapafúrdio
Mando nesse mundo
Salvem os nobres!
Morram os imundos

Vamos administrá-los
E torná-los fúteis
Minha geração
Sempre predominará"


Porém ressurge a esperança
Da morte ruge a vida
Onde grita um estranho
A procura de alguém...


Em que lugar se encontra?
Será você?
Aceita esta missão? 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O ódio em sangue




Queimando em chamas
Flamejantes e ardentes
Sinto a pele definhando no corpo
Peito rasgando
Órgãos em estado final


As chamas dilaceram o corpo
O ódio contamina a alma
Por apenas alguns instantes
Abandono a minha vida
Que caminha patética
E furiosamente a escuridão


Em minha vida sempre
Fui rejeitado e infeliz
Sendo humilhado e iludido
Era apenas um vivo morto


Busquei a vingança nesses dias
Mas para conseguir custou minha vida
Consumi-la custou minha alma


Desci ao inferno para buscar nova vida
Cortejando o Deus das trevas
Entreguei-me e levantei dos mortos

Na busca de vingança

Com ódio no olhar
E chamas em meu ser
Escrevo o livro da morte

Escrito em sangue sequencial
Cada um que passa será ceifado
Minha dor é o meu combustível


O ódio é o espírito que contamina o mundo
A ira é normal em terras sem vidas
O amor não existe apenas a fúria
O cerne deste mundo
Infeliz cruel vida...

domingo, 12 de outubro de 2014

Olhares e Uísques




Olhares e uísques
Revelam verdades
Ocultas de um mundo sombrio

Olhares e uísques
Reservam mentiras
De um mundo vazio

Sou louco por natureza
Vivo por excelência
Busco por si compreender
O valor de minha essência

A vida nos reserva a dor
Mas desejo cultivar o amor
Dotados de sentido e tédio
Caminhamos ao sol

Olhares e uísques
O vazio e o completo
Dons perdidos
Valores dispersos

A morte do mundo material
A verdade do dia irreal
As trévoas nos puxam ao marasmo
E fujo de um mundo pacato

Olhares e uísques
Mostram-nos a vida
Mostram-nos o mundo
E nos ensinam a viver

Verdades esquecidas
Que não se podem esquecer
Vivemos a vida não queremos sofrer

Olhares e uísques
Recusam mentiras
Que fingimos aceitar

Almas supérfluas
Não coabitam em meu ser
Fugimos deste mundo
Para uma nova era nascer

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Um Deus homem



Abaixem minhas calças
Devolvam a minha inocência
Me de um coração
Quero sentir

Não quero esta responsabilidade
Mas se precisam eu vou
Vamos criar novos conceitos
Fugir para a ilha do nunca

Deus cata palhas no celeiro!
Divindade obsoleta
Aos mortos tu habitas
Eu sou Deus também

Quem tem ouvidos para ouvir ouça
Quem se incomodar pode se esconder
Já vem o trem das nove trazendo novidades
É preciso desviar o caminho
Aqui é perigoso demais

Ilumine meus dias
Recubra o meu ser
Inunda-me com a tua paz
O teu amor me faz evoluir

A doce ternura se encontra
No olhar fraterno
Um momento simples de união entre espíritos
É preciso sabedoria para entender
O caminho da verdadeira verdade
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