E assim termina a idade fria...
Eles pregam um mundo individual
Onde o dinheiro é o rei natural
Sou obrigado, a estudar e trabalhar
Para um mercado sustentar
Os banqueiros lucram
Metade do dinheiro é para comida
E outro é para esconder a tristeza
Nos finais de semana
Como um sujeito padrão
Vou à igreja em busca de perdão
E um sujeito estranho
Prega aos meus filhos
Uma ideologia que se diz humanista
Mas é mais uma forma de explorar...
Viva a restrição moral
Em dias de carnaval
Vamos meu amor criar o que quiser
Fazer o quiser... Morar em um mundo qualquer
Nossa sociedade é baseada no lucro
No materialismo superficial
Todos presos querendo ou não querendo
Numa depressão orquestrada
Precisamos da manifestação individual
Precisamos do bem estar coletivo
Precisamos quebrar as distâncias construídas
Queremos o fim do sistema...
Derretendo a frieza
Esquecendo a correria
Vamos correr para as árvores
Pensando, clamando por salvação
Pela manifestação cultural
Pela liberdade de ser
Procurar Deus como quiser
Afinal tudo é subjetivo!
Eu sou a árvore
Sou o homem
Sou o mundo
Sou você
